Um evento híbrido e gratuito focado na música instrumental fora do circuito comercial. Um espaço de encontro entre diferentes gerações e linguagens sonoras inovadoras.
Pianista, compositor e arranjador, Diones Correntino desenvolve uma linguagem singular que alia técnica e improvisação ao repertório da música brasileira, do jazz e do universo clássico. Doutor em Música pela Unicamp com período de estudo na Universidade de Paris-Sorbonne, é professor efetivo da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (EMAC-UFG). Com ampla circulação nacional e internacional em palcos da América do Sul, Estados Unidos e Europa, destacam-se em sua trajetória o projeto Piano Solo Brasileiro, além de participações no Festival d’Avignon, no festival Jazz a la Calle (Uruguai), na Série Guiomar Novaes (RJ) e em residências artísticas universitárias como docente e concertista convidado.
Em uma apresentação marcada pela liberdade criativa e pelo virtuosismo, Diones Correntino explora a riqueza da música brasileira em uma performance pianística contemporânea que estabelece um diálogo aberto com diversas tradições interpretativas.
O repertório reúne composições autorais, improvisações e arranjos de Diones Correntino para a obra de grandes mestres da música brasileira como Hermeto Pascoal, Guinga, Egberto Gismonti, Léa Freire, Pixinguinha, Radamés Gnattali e Tom Jobim.
Fruto da colaboração entre Ramiro Galas e Esdras Nogueira, o projeto Get Lucky – Versão Brasileira: Daft Punk propõe uma releitura do repertório do duo eletrônico francês a partir de referências e sonoridades brasileiras. A proposta do espetáculo combina vertentes da música eletrônica nacional com arranjos e execuções ao vivo para instrumentos de sopro, construindo uma experiência performática que homenageia e ressignifica as composições originais da dupla em uma linguagem instrumental contemporânea.
Get Lucky – versão brasileira: Daft Punk é uma colaboração inédita entre Ramiro Galas e Esdras Nogueira, que reinventa clássicos do Daft Punk com uma pegada brasileira. O show mistura música eletrônica brasileira com instrumentos de sopro, criando uma experiência sonora única que homenageia e transforma os clássicos da dupla francesa.
Idealizada e liderada pelo músico, pesquisador e produtor Eduardo Kolody, a Orquestra Abstrata destaca-se no cenário da música instrumental por sua fusão entre jazz, trip-hop, música eletrônica e ritmos brasileiros. Com forte circulação no circuito independente do Centro-Oeste, o coletivo reúne instrumentistas para combinar arranjos de metais, grooves orgânicos e improvisação. Sua atuação, inicialmente no DF, ampliou-se para outros estados, com destaque para Goiás — onde integrou a programação de eventos na capital, a exemplo do Goiânia Noise Festival e de palcos da cena independente de Goiânia —, consolidando-se pela pesquisa de ritmos urbanos e experimentações sonoras.
Natural de Goiânia, o guitarrista, compositor e arranjador Matheus Guerra destaca-se na música instrumental pela fusão do jazz, da MPB e do rock. Graduado em Licenciatura em Música pela Universidade Federal de Goiás (UFG), consolida uma pesquisa voltada à guitarra elétrica e à composição autoral. É autor do álbum Reflexo,trabalho em que assina as composições e arranjos na guitarra, cuja apresentação integrou a Série Músicas do Centro Cultural UFG (CCUFG). Liderando o Matheus Guerra Quarteto e projetos em trio e duo, atua no circuito do Centro-Oeste, participando de eventos expressivos como o Festival Canto da Primavera, o Festival Goyaz e o Festival Mana Jazz. Além de se apresentar em palcos da cena independente de Goiânia, colabora com renomados músicos da região e dedica-se à docência e difusão da guitarra instrumental.
Com mais de 30 anos de atuação na educação musical e nas artes, Rebeca Vazquez é professora da rede estadual de Goiás desde 2004 e ex-diretora do Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte. Sua trajetória articulada entre ensino, pesquisa e tecnologias inclui a idealização do WebZine Ciranda da Arte, o desenvolvimento de materiais multimídia para formação docente e atuações de assessoria em projetos como o Mídia Jovem, no Sesc Nacional. Integra a equipe diretiva do Fórum Latino-Americano de Educação Musical (Fladem Brasil), sendo responsável pela plataforma digital e publicações do grupo. Mestre em Educação Musical pela UnB e pesquisadora com passagens pela UFRJ, desenvolve doutorado na Unicamp focado em artivismo e educação escolar.
Reconhecida pela crítica por sua grande personalidade musical e pela qualidade de sua sonoridade, a pianista argentina Daniela Salinas desenvolve intensa atividade artística como solista e pianista de música de câmara. Com um vasto repertório e particular interesse pela música europeia e latino-americana dos séculos XIX e XX, apresentou-se nas principais salas da Argentina, entre elas o Teatro Colón e o Palacio Libertad, além de realizar concertos no Chile, Brasil, México, Estados Unidos, França, Espanha e Portugal. Atuou com a Orquestra Sinfônica Nacional da Argentina e outras importantes orquestras da América Latina. Em 2020, gravou seu primeiro álbum, dedicado à obra para piano de Heitor Villa-Lobos, lançado pela Acqua Records e indicado ao Prêmio Gardel de 2021 na categoria Melhor Álbum de Música Clássica.
Daniela Salinas apresenta um concerto dedicado a Astor Piazzolla e George Gershwin, dois compositores que construíram uma linguagem musical própria a partir do encontro entre a tradição acadêmica e as músicas populares urbanas. O programa inclui obras emblemáticas como Adiós Nonino e El Gordo Triste, de Astor Piazzolla, além de Rhapsody in Blue e Summertime, de George Gershwin, entre outras, propondo um percurso por dois universos musicais profundamente ligados à identidade cultural de Buenos Aires e Nova York. O concerto convida o público a descobrir os múltiplos pontos de encontro entre os dois compositores, que, por meio de linguagens profundamente pessoais, transcenderam as fronteiras entre a música popular e a música acadêmica para construir uma voz artística inconfundível.
Pioneiro e figura central da Vanguarda Paulistana, o compositor e músico Arrigo Barnabé é reconhecido por sua linguagem estética singular na música brasileira. Sua obra-prima, o álbum Clara Crocodilo (1980), estabeleceu um marco ao integrar a erudição de Bartók e Stravinsky com o peso do rock, o atonalismo, o dodecafonismo e a alma das ruas de São Paulo.Com uma trajetória dedicada à pesquisa sonora e às artes de palco, o artista mantém em circulação o repertório histórico desse trabalho, apresentando-o ao vivo em arranjos para quinteto que preservam a relevância e a força de sua produção autoral.
Nesse encontro histórico dedicado à Vanguarda Paulistana, o Arrigo Barnabé Quinteto apresenta o repertório do álbum Clara Crocodilo (1980). O disco é recriado ao vivo por uma formação de destaque liderada por Arrigo Barnabé (teclado e voz) e composta por Mário Manga (guitarra), Paulo Barnabé (bateria), Paulo Braga (piano) e Felipe Brizola (baixo). Unindo alta complexidade rítmica e intensidade, o quinteto executa clássicos do vinil original como “Orgasmo Total”, “Diversões Eletrônicas”, “Sabor de Veneno” e a faixa-título “Clara Crocodilo”, renovando a ousadia e a energia instrumental desta obra-prima da música experimental.
Com mais de 30 anos de atuação na gravação musical e formação em engenharia, Lisciel Franco consolida uma trajetória de destaque na engenharia de áudio e na eletrônica aplicada à música. É idealizador e diretor do ForestLab, renomado estúdio e laboratório de tecnologia musical reconhecido pelo compromisso com o uso de fluxos de sinal estritamente analógicos, gravadores de fita magnética e equipamentos valvulados. Sua atuação profissional integra de maneira contínua todas as etapas do processo de produção fonográfica, englobando captação, mixagem e masterização de projetos musicais de diversos gêneros da música brasileira e do rock nacional. Paralelamente ao trabalho em estúdio, destaca-se pelo projeto, construção e manutenção de seus próprios equipamentos analógicos, como pré-amplificadores, compressores e periféricos de áudio sob medida. Com passagens por produções de bandas e artistas do circuito independente e de projeção nacional, o engenheiro tornou-se uma referência em timbre, preservação de processos vintage e desenvolvimento de hardware de áudio. Atua também na área pedagógica, promovendo cursos, masterclasses e conteúdos educativos focados em acústica, eletrônica de áudio e técnicas de gravação. Essa constante dedicação ao aperfeiçoamento técnico e à difusão do conhecimento garantiu-lhe amplo respeito entre músicos, produtores, técnicos e entusiastas do som analógico em todo o país, consolidando seu nome como uma das principais referências da engenharia de som e da produção musical independente no Brasil.
Com uma trajetória sólida como multinstrumentista, compositor e produtor, Alex Mac’Arthur destaca-se por sua versatilidade ao piano, órgão Hammond, teclados e contrabaixo. Atuante na cena independente, desenvolve um trabalho autoral que transita entre a música instrumental, o rock e a MPB. Em sua discografia, destacam-se o álbum solo Airam Hsiv (2021), Ruhtracam (2026) e o video Concerto de Bolso (2022), gravado em formato de trio. Além de sua produção solo, integrou grupos como a banda Vish Maria e acumula participações em palcos e festivais expressivos, a exemplo do Goiânia Noise Festival e do circuito Claque Cultural.
Nascida em Curitiba em 22 de janeiro de 1946, a poeta e haikaista Alice Ruiz iniciou sua escrita na infância, com contos aos 9 anos e versos aos 16. Aos 26 anos, publicou poemas em revistas e jornais culturais, começou a compor letras e produziu textos feministas no início dos anos 1970, além de editar revistas, criar textos publicitários e roteiros de quadrinhos. Com mais de 20 livros de poesia, traduções e história infantil, lançou sua primeira obra, “Navalhanaliga”, aos 34 anos (1980), e publicou “Pelos Pêlos” em 1984. Contemplada com vários prêmios, ganhou o Jabuti de Poesia em 1989 pelo livro “Vice Versos” e o Jabuti de Poesia em 2009 pela obra “Dois em Um”. Na música, possui diversas canções gravadas por parceiros e lançou em 2005 o CD “Paralelas”, com Alzira Espíndola, pela Duncan Discos, com participações de Zélia Duncan e Arnaldo Antunes. Integrou o júri de 8 encontros nacionais de haikai em SP e participou do projeto Arte Postal, da Exposição Transcriar, do Poesia em Out-Door e da XVII Bienal. No exterior, tem poemas traduzidos em antologias nos Estados Unidos, Bélgica, México, Argentina, Espanha e Irlanda, além de ter sido palestrante na Bienal de Lenguas da América, no México, e no evento Europalia Brasil, realizado em Bruxelas, ao longo de sua longa trajetória.
Com 33 anos de carreira na cena musical, Fred Valle destaca-se por sua consistente atuação como baterista e produtor musical. Ao longo de sua trajetória, participou da gravação de mais de 250 discos, demonstrando ampla experiência e relevante contribuição fonográfica. Sua dimensão artística alcançou âmbito internacional, realizando shows em 23 países. Atualmente, mantém uma presença constante na cena música viva, apresentando-se ao lado de artistas variados, além de desenvolver e se dedicar continuamente ao seu próprio trabalho solo.
Composta por instrumentistas experientes da cena musical brasileira, a banda Downton 70 destaca-se pela execução e resgate do repertório das décadas de 1970 e 1980, com foco nos gêneros disco, soul, funk e pop. O grupo combina performance instrumental refinada e arranjos dedicados às sonoridades clássicas da era analógica, tornando-se referência em apresentações ao vivo no circuito de shows, festivais e eventos no Centro-Oeste. Formada por músicos atuantes tanto em projetos autorais quanto no acompanhamento de diversos artistas regionais e nacionais, a Downton 70 consolida-se pela precisão técnica, versatilidade e celebração da cultura dançante internacional.
Ministrada por Rebeca Vazquez, a oficina inaugura as atividades do evento, voltada especialmente para professores de música que buscam integrar a arte como ferramenta de transformação social e ativismo.
Entrevistas exclusivas conduzidas por Eduardo Kolody explorando as trajetórias de grandes nomes. Conteúdo híbrido, publicado com acesso permanente e acompanhamento de intérprete de Libras.
A entrada para todos os concertos presenciais da Fermata é gratuita mediante a doação de 1kg de alimento não perecível.